Crítica e produção cultural

Lançamento das revistas+ debate

04/05/2012

O Nucleo de Estudos de Imagem,coordenado pelo prof. Eduardo de Jesus, convida para lançamento coletivo de revistas, seguido de debate com os editores e colaboradores.  O evento acontecerá nesta segunda, 07/05, 14:30, com a apresentação de revistas alternativas e experimentais focadas em temas como fotografia, arquitetura, moda, design e urbanismo entre outros.
Prédio 13, sala 315, na FCA da PUC Minas no Coração Eucarístico.

Esquina Musical

04/05/2012

Conheçam o trabalho de nosso ex-aluno de Jornalismo Raphael Vidigal: Esquina Musical.

Raphael Vidigal é jornalista cultural formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Atua como repórter especial do jornal mineiro ‘Hoje em Dia’ e produtor e redator do programa matinal ‘A Hora do Coroa’, transmitido aos domingos na Rádio Itatiaia.

Letrista e cantor da banda ‘A CASA’, possui parcerias com o cavaquinista de choro Waldir Silva, cantadas por Lígia Jacques.

Em destaque um post sobre Paulo Francis.

Brazil Cult & Kitsch III

17/02/2012

Os Gauches de Belô

Este é o terceiro do Projeto “Brazil Cult & Kitsch”, produzido pelo professor Ronaldo Boschi, da  FCA PUC Minas Coração Eucarístico. Trata da chegada da modernidade em Belo Horizonte, trazida pelo prefeito Juscelino Kubtscheck através das figuras de Guignard e Niemeyer para a construção da Pampulha e da “Escolinha do Parque” – Artes Plásticas. “Gauches” são aqueles artistas que antecederam este Modernismo Mineiro.

Brazil Cult & Kitsch II

16/02/2012

Os Campeões do Carnaval

O vídeo Campeões do Carnaval é o segundo do projeto “Brazil Cult & Kitsch”, produzido pelo  professor Ronaldo Boschi, da  FCA PUC Minas Coração Eucarístico. Mostra as grandes fantasias dos desfiles do teatro Municipal desde o primeiro baile ali realizado. Através da “Guerra de Plumas e Paetês”, relata a história indumentária carnavalesca e de temas históricos, literários, geográficos e outros assuntos pertinentes à passarela mais criativa jamais vista no carnaval universal.

Brazil Cult & Kitsch I

15/02/2012

Teatro Revista
O professor Ronaldo Boschi, da  FCA PUC Minas Coração Eucarístico, é o autor do vídeo “Teatro Revista”, o primeiro de uma série de três, do projeto “Brazil Cult & Kitsch”. Trata da história e desenvolvimento deste gênero no Brasil; dos maiores autores; dos mais conhecidos intérpretes; das grandes vedetes; dos grandes compositores e dos maiores sucessos deste teatro revista do Rio de Janeiro desde 1850 aos meados do século XX.

O céu sobre os ombros – encontro com o diretor na FCA

14/11/2011

No próximo dia 17 de novembro, às 9:30, sala 317 do Prédio 13, o professor Eduardo de Jesus receberá o cinesta Sérgio Borges, diretor do longa  ”O céu sobre os ombros”.

No encontro, que é aberto a todos da comunidade FCA, o cineasta vai apresentar o trailler e alguns trechos deste seu primeiro longa, já  premiado no Festival de Brasília em 2010 e em outros festivais nacionais e internacionais.

O filme mostra uma complexa história mesclando traços de ficção e documentário em torno de três personagens.

Mais informações sobre o filme em:

www.oceusobreosombros.com

Para saber mais, segue um link da revista cinética.

http://www.revistacinetica.com.br/ceusobreosombros.htm

Crítica: adaptação de contos

10/06/2011

As alunas Maressa de Carvalho Basso, Elisa Erino de Carvalho, Ana Cláudia Scalco, Karen Sibilla Salvi e Heloíse Candiotto de Campos, em parceria com o laboratório de fotografia do curso de Publicidade e Propaganda da PUC Minas em Poços de Caldas, realizaram este trabalho de Adaptação de contos, com a crônica O Nariz, para a disciplina de Linguagem Publicitária, ministrada pelo professor Adinan Nogueira, no segundo semestre de 2010.

Título do trabalho: Crítica/Adaptação de Contos
Modelos: Elisa Erino de Carvalho, Heloíse Candiotto de Campos, André Beraldo Ireno
Fotos e edição: Laboratório de Fotografia

Comunicação colaborativa / Circuito Interações Estéticas – Convite do prof. Luiz Fernando

25/11/2010

Caros alunos,

Estou na coordenação de comunicação do Circuito Interações Estéticas (http://culturadigital.br/interacoesesteticas), que acontece em BH de 26 a 28 de novembro (sexta, sábado e domingo) na Funarte MG, no complexo da Casa do Conde. E estamos criando um núcleo de comunicação colaborativa para a cobertura do evento.

Se alguém tiver interesse em participar, posso te dizer que a experiência – como momento de aprendizagem – é bem bacana, fizemos agora no início do mês no Circuito Interações Estéticas do Recife e o resultado foi muito legal. A participação é voluntária, mas haverá alimentação e um certificado do Ministério da Cultura (e para quem tem interesse em cultura, é oportunidade muito legal!).

Ah, a cobertura pode ser em texto (informativo, opinativo, literário, poesia), foto, vídeo, design, redes sociais…enfim, várias linguagens.

O e-mail para inscrição é o comunicacaocolaborativa@gmail.com.

Aguardo vocês!

Um abraço,
Prof. Luiz Fernando

A sombra do Colosso

29/09/2010

A sombra do Colosso
Por José Cândido Pereira – 4o. período do curso de Jornalismo – Coração Eucarístico
Trabalho supervisionado pela professora Silvia de Paiva

Ele já foi um golfista, por várias vezes um simples bobalhão, um cantor de casamentos em pleno anos 80 e, até mesmo, o filho do Diabo, mas desta vez ele é apenas um homem, talvez o mais humano de todos seus personagens já interpretados. Este é Adam Sandler, que certamente encara seu papel mais dramático e comovente no filme Reine sobre mim, de 2007. Escrito e dirigido por Mike Binder, o filme se passa na cidade de Nova York pós-11 de setembro, episódio que influenciou bastante a vida de Charlie Fineman (Adam Sandler), já que este homem perdeu sua mulher e suas três filhas no atentado terrorista ocorrido nesta data. Abalado, traumatizado e com aparentes problemas psicológicos devido à perda da família, Charlie passa a viver isolado de todos seus entes restantes, esquecendo o mundo exterior e criando desta maneira o seu próprio mundo até o reencontro com Alan Johnson (Don Cheadle), antigo companheiro de quarto nos tempos de faculdade de odontologia. A música tem uma presença forte no filme, sendo que a maior evidência seja o seu próprio nome, retirado do título da canção “Love Reign Over Me”, da banda inglesa The Who, também interpretada por Eddie Vedder e sua banda Pearl Jam, já no final do filme.

Em sua primeira aparição no longa, se apropriando das ruas de Nova York com sua Walk Machine e curtindo uma boa música em seus fones de ouvido, Charlie Fineman pode ser caracterizado aparentemente como um homem solitário, isolado, introspectivo e com um vazio enorme por dentro, vazio este, semelhante às ruas da cidade por onde ele passa ao cair de uma noite serena, igualmente triste a música “Simple Man” de Graham Nash, que embala o passeio de Charlie. A música fala sobre a simplicidade que um homem tem em sua vida, com hábitos cotidianos, mas também com toda dificuldade proporcionada pela mesma. É exatamente desta maneira que Charlie passa a viver após a tragédia, encontrando a simplicidade em uma volta de Walk Machine, ou jogando vídeo game e também na música, principalmente quando ele se sente realmente ameaçado por alguém ou por uma situação inesperada, usando assim seus parceiros inseparáveis: os fones de ouvido, sempre presente sobre seu pescoço, de prontidão para fazer o uso quando necessário, tornando o objeto uma espécie de fuga da realidade.

O semblante de Charlie é carregado de amargura, que fica explícito em seu modo de andar cabisbaixo, e especialmente na sua fala, baixa, pesada, arrastada e recheada de melancolia. Os poucos momentos de distração do personagem são apenas na presença de Alan Johnson, o único capaz de roubar um sorriso de Charlie seja numa conversa descompromissada ou simplesmente por sua própria presença. Johnson ignora, mesmo inconscientemente, seus problemas enfrentados, como por exemplo, briga com a esposa, a morte do pai e a crise no trabalho, para se dedicar totalmente ao amigo.

Já ciente dos fatos ocorridos com seu velho amigo, Alan Johnson tem uma função primordial no desenrolar do filme, porque ao reencontrar com Charlie, andando em uma Walk Machine pelas ruas de Nova York, fazendo uso de fones de ouvido, nota um Charlie totalmente diferente daquele que conheceu anteriormente. Mesmo com a reaproximação sendo arredia por parte de Charlie, Johnson consegue conquistar uma afinidade com o antigo companheiro de quarto exatamente por não questioná-lo sobre o seu passado, que ele finge subitamente esquecer. Porém, quando indagado sobre os fatos ligados à sua família, Charlie se compota de forma agressiva e não poupa o amigo. Por fim, Johnson vence a desconfiança de Charlie a respeito da amizade e os dois passam a ter uma grande relação, demonstrada nas descontraídas sessões de vídeo game, jogando o sugestivo jogo “A Sombra do Colosso” e nas sessões de música realizadas na casa escura, mas com uma delicada luz ao fundo, assim como a personalidade de seu dono, Charlie.

Pela primeira vez na casa de Charlie, Alan Johnson é recepcionado com o singelo pedido para retirar os sapatos, e ao caminhar pelos corredores, vai se deparando com o antigo quarto das filhas coberto por alguns panos, com a bela sala de música, com a cozinha, sempre em reforma e ao final do corredor, chegando ao banheiro, Johnson olha para trás e simbolicamente sente a distância entre Charlie, sentado na sala sob a sombra do colosso, e todas outras pessoas, incluindo ele mesmo.

No decorrer do filme, Alan Johnson assimila a idéia da família de Charlie, e fica cada vez mais convencido que seu amigo precisa de ajuda. Com isso, Johnson vê na sua conhecida Angela Oakhrust (Liv Tyler), que é psicóloga, uma possibilidade de auxílio para Charlie. Nas sessões com a doutora Oakhrust, Charlie finalmente toma coragem para enfrentar o seu passado e bastante emocionado conta a Johnson tudo que aconteceu com ele durante todos os anos de muito sofrimento. Após expor seus sentimentos reprimidos por tanto tempo, Charlie tem mais uma crise emocional e acaba parando na cadeia e por conseqüência no tribunal, onde é julgado por suas atitudes intempestivas podendo pegar um ano de reclusão para tratamento psicológico.

Chegado o julgamento, o momento derradeiro do filme, repleto com as melhores cenas do longa. Aparece também toda a sensibilidade de Adam Sandler, que desta maneira prova que transcendeu o gênero da comédia e se mostrou altamente preparado para desempenhar um papel tão dramático. O destaque da atuação de Sandler fica reservado para esta hora, onde realmente era necessário uma grande atuação. Neste momento, Charlie não suporta a pressão do tribunal, do oportunista advogado de acusação e, sobretudo, a presença de seus sogros, não resistindo assim a tudo que escutou, chegando finalmente explodir descontroladamente ao ver pela primeira vez as fotografias da mulher e das três filhas. Charlie está mais uma vez ameaçado e faz o uso dos tradicionais fones ouvido. Para completar o clima denso, porém emocionante, a música que deu o nome ao filme é cantada aos berros por Sandler, ao ser retirado a força do tribunal.

Por fim, Charlie vence o tribunal e sensibiliza sua família depois de um encontro marcante, que entende, mesmo tardiamente, que ele precisa de apenas paz para viver e se recuperar. Com seu tormento amenizado, Charlie se muda para uma nova casa a fim de deixar para trás um pouco da nostalgia de sua família. Ao chegar à nova casa, Alan Johnson, não percebe, mas já não é intimado a retirar seus sapatos, ato que segundo Charlie, era sugerido por sua falecida esposa. Deste jeito Charlie, ainda jogando e literalmente sob “A Sombra do Colosso”, deu seus primeiros passos rumo a outro mundo que ele estava habituado, e como disse Doutora Oakhrust, ele vai encontrar seu caminho no seu próprio tempo, com o auxílio pessoas que preencham seu vazio, assim como fez o amigo Alan Johnson.

No instante final do filme, nota-se que a influência de Johnson sobre Charlie foi recíproca. Ao sair da nova casa, Johnson se depara com o Walk Machine de seu amigo e opta ao invés do tradicional carro, ir embora para seu lar com este singular meio de transporte. Esta é a última cena, semelhante à primeira do filme, mas agora é Johnson no lugar de Charlie. O dentista se prepara, observa o caminho em duas vias, uma escura e outra iluminada e sem trepidar vai pelo caminho claro, demonstrando uma grande sensação de liberdade e paz, ao som de “Love Reign Over Me”, talvez essa sensação fosse a mesma que Charlie iria encontrar a partir deste dia.

A influência expressionista no cinema de Tim Burton. Uma análise de Nosferatu e Batman: o Retorno

02/06/2010

Trabalho produzido por Jordana Menezes, Luciana Pimenta, Nina Trevisan e Patrícia Jales, alunas do curso de Relações Públicas.

Disciplina: Cinema e Vídeo.

Nosferatu (Nosferatu – eine symphonie des grauens, Alemanha, 1922), direção de F. W. Murnau

Morador de uma pequena cidade alemã, Jonathan Harker (Gustav Von Wangenheim), um jovem corretor de imóveis, decide concluir um negócio com o sinistro Conde Orlock/Nosferatu (Max Schreck). Durante a estada do jovem burguês no castelo de Nosferatu, Nina (Greta Schroder), a esposa de Jonathan, pressente o domínio total do vampiro sobre a vida de seu amado. Ela sente que Nosferatu virá para sua cidade com o propósito de espalhar a desgraça (a peste) sobre todos os seus habitantes. Após várias mortes, conseqüentes da presença do vampiro no vilarejo, Nina oferece a própria vida como sacrifício.

Nosferatu é um dos principais representantes do expressionismo alemão, movimento marcado pela crise do sistema capitalista, numa época de instabilidade econômica, política e social. A experiência de uma guerra sangrenta e devastadora, como foi a Primeira Guerra Mundial, influenciou um cinema com imagens sombrias, temas sobrenaturais e personagens assustadoras.

O filme apresenta diversos elementos desse movimento artístico, como o uso impecável das sombras; as linhas e formas tortas em janelas, portas e prédios; a técnica de transportar o espectador para um mundo de pesadelos e agonias; além da recorrente morbidez dos elementos fílmicos.

É possível perceber a distorção de cenários, a presença de ambientes sujos e “destruídos”, o uso de uma maquiagem forte e escura para construção de personagens bizarras, fotografias com grande contraste entre o claro e o escuro. As personagens são angustiadas, compostas por um trabalho de dramaticidade excessiva; o cenário é desenhado com formas desproporcionais, ruas tortas e casas tombadas; o tema e os imaginários sobrenaturais das personagens giram em torno do medo.

Na última cena do filme, a imagem de Nosferatu (alto, magro, de orelhas pontiagudas, dedos e unhas longas, olhos esbugalhados e dois grandes dentes) aparece de forma assustadora na janela do prédio em frente à casa de Jonathan e Nina. Ela sente-se atraída por ele de forma sobrenatural, acorda repentinamente e sente o desespero e a dúvida tomando conta de sua cabeça. O intertítulo anuncia o seu destino: “Somente uma mulher pode quebrar seu aterrorizante feitiço – uma mulher pura de coração que por vontade própria der seu sangue a ele.”

Com gestos e expressões exageradas, ela parece desmaiar. Jonathan, apreensivo e com medo de sua mulher ter sido infectada pela peste que aterrorizava a cidade, corre para chamar socorro. Durante toda a cena, podemos perceber o jogo de luz e sombra para tornar o clima cada vez mais sombrio e assustador. A silhueta de Nosferatu, disforme e ampliada, aparece nas paredes da casa de Nina. Ele conclui seu objetivo sugando o sangue da doce Nina e a “profecia” se concretiza. Nosferatu se expõe ao sol e desaparece subitamente, tornando-se pólvora. A tristeza, um dos temas dos filmes expressionistas alemães, toma conta do último momento da cena, quando Nina dá seu último suspiro e morre nos braços do marido.

Batman: O Retorno (Batman Returns, Estados Unidos, 1992) Tim Burton

Batman (Michael Keaton) tenta descobrir uma mega conspiração envolvendo um figurão da sociedade. O empresário milionário Max Schreck (Christopher Walken), com o objetivo de manipular Gotham City, tenta transformar o Pingüim (Danny DeVito), um ser deformado que tinha sido abandonado ainda bebê nos esgotos, em prefeito da cidade.

Durante a tentativa de provar à população que o Pingüim não é o pária bem intencionado e digno de pena que demonstra ser, o cavaleiro das trevas se vê em meio a um grande esquema para fazer com que a cidade pense que não precisa mais de sua proteção. Como se não bastasse, surge a Mulher-Gato (Michelle Pfeiffer), a sedutora vilã de dupla personalidade que possui ligações sinistras com Pinguim. Após sofrer uma tentativa de assassinato, ela decide se vingar se seu chefe, Max Schreck. Ambos se tornam verdadeiros pesadelos para Batman.

Percebe-se claramente a influência do expressionismo alemão nesta obra de Tim Burton. Batman: o Retorno trabalha com temas sombrios de suspense e mistério, personagens bizarras e assustadoras, distorções da imagem, excessiva dramaticidade na interpretação dos atores, tanto na atuação quanto na maquiagem, e cenografia fantástica. O filme adota um tom obscuro que deixa a cidade de Gotham sombria e gótica. As ruas parecem ser muito frias, estão sempre sujas, escuras.

O estilo baseado em cenografia e métodos de representação de matriz teatral está presente no filme no esquema da cidade montada em maquetes, estilo usado para distorção dos ambientes e das situações que os envolvem. Os ângulos de câmeras utilizados também são estranhos e incomuns e remetem aos filmes expressionistas alemães. Podemos perceber a cenografia expressionista em locações como o esconderijo do Pingüim, nos subterrâneos do zoológico e no cemitério da cidade.

Tim Burton explorou ao máximo as tomadas conceituais, incluindo inúmeros planos subjetivos (logo na abertura, os pais do bebê-pingüim são vistos da perspectiva da criança recém-nascida, trancada numa gaiola). Além disso, Burton abusou do uso de plongées e contra-plongées. Estes ângulos são normalmente utilizados com discrição, pois os espectadores costumam estranhar devido à perspectiva distorcida dos personagens e situações.

As personagens são decididamente emblemáticas e marcantes. O uso de figurinos e maquiagens exageradas contribuem para tal percepção. Pinguim – figura roliça, careca, pele lívida, grandes olheiras negras, cartola e fraque – é uma criatura repugnante e assustadora. A imagem do vilão é diretamente inspirada no Dr. Caligari do filme expressionista de 1919.

O empresário Max Schreck é uma figura marcante e quase caricata. Tim Burton faz com esse personagem uma homenagem visível ao expressionismo alemão: Max Schreck é o nome do ator que encarnou o vampiro Nosferatu no filme de F.W. Murnau.

A trilha sonora, composta por Danny Elfman, é outro elemento que realça o tom macabro do filme, criando uma atmosfera gótica, com melodias que circulam entre o lúgubre e o lúdico e combinações entre cordas e corais infantis. A junção de todos estas características fílmicas demonstra que o universo criado por Tim Burton tem forte influência do expressionismo alemão.