
Redação e produção: Michele Marie
2º período de jornalismo – São Gabriel
Na terça-feira, dia 20 de setembro, em um dos eventos da Semana de Ciência, Artes e Política (SCAP), o departamento de Comunicação Social recebeu na unidade São Gabriel os ex-alunos e agora repórteres de Cultura Richard Furst e Carlos Andrei Siquara, além do jornalista Paulo Henrique Silva, ex-aluno da UNA. Eles falaram sobre as experiências profissionais nas editorias de Cultura, em diferentes veículos de comunicação. As discussões giraram em torno do mercado profissional atual, que tem apresentado boas oportunidades, mesmo com equipes mais reduzidas.
Houve destaque também para o espaço cedido a essas editorias e a necessidade de um conhecimento básico em diversas áreas, além da cultural, para produção de textos mais aprofundados e de mais qualidade, que garantam a publicação das matérias e o interesse do público. Também se destacou que é preciso haver diversidade de abordagens, dadas as mídias atualmente, pois, o mesmo jornalista que escreve para jornal impresso, pode atualizar as notícias do blog ou desenvolver as matérias em rádio ou televisão.

Foto: Pedro Quintero
Paulo Silva, “veterano” com 15 anos de carreira, começou em um jornal pequeno, veiculado em alguns cinemas de Belo Horizonte. Ele também já escreveu para uma editoria esportiva e hoje faz parte da equipe do Hoje em Dia, segundo maior jornal entre os “não populares”, conforme ele mesmo cita. Paulo é crítico e repórter de cinema, o que não o impede de cobrir shows, teatros e outros eventos quando há necessidade. O repórter falou da dificuldade em receber informações completas sobre os eventos que noticia e ainda comentou a novidade da chegada de um novo jornal para aquecer ainda mais o mercado mineiro: Jornal Metro, parte do grupo Bandeirantes de Comunicação.
Já Carlos Andrei Siquara, repórter do caderno Magazine do jornal O Tempo , ainda que com formação mais recente, datada de 2009, tem coberturas mais amplas na área, escrevendo também sobre literatura, música e artes plásticas. Siquara abriu a discussão sobre a importância de buscar conhecimentos para além da sala de aula, com experiências práticas e em diversas áreas, a fim de se encontrar profissionalmente e ter bagagem mais rica quando o curso termina. Ele falou das alternativas de entrada em empresas do setor. “Fui cobrir férias de um funcionário e fiquei”. O repórter mostrou que estágios ou trabalhos temporários podem abrir portas para a contratação em uma empresa, uma janela que possibilita mostrar o próprio trabalho e permanecer no local.
Fechando a palestra, Richard Furst, repórter da CBN e da Rádio Globo, mostrou uma cobertura feita no Festival de Ouro Preto e deu destaque às mudanças da vida acadêmica para vivências profissionais após a conclusão do curso. As necessidades e as próprias experiências mercadológicas vão ensinando a escrita mais técnica, ágil e prática, sem deixar, porém, de ser profunda e rica, e de como esse grande desafio no mercado cultural se impõe dia a dia. Nesse aspecto, os três palestrantes contam que o caderno ou seção de Cultura é a primeira a ser fechada, como, por outro lado, a primeira a ser escolhida para ter cortes, caso alguma outra matéria necessite de mais tempo ou espaço, como destaque da edição. Essa é a batalha cotidiana que eles travam todos os dias.