Flávia Lages
Mariana Perdigão
Vitor Faria

25 de maio de 2015

Em 11 de setembro de 2011 ocorreu um ataque terrorista nos Estados Unidos, de autoria do grupo terrorista Al-Qaeda. Tal ação ocorreu como resposta do grupo à presença norte-americana na Arábia Saudita, ao apoio dos Estados Unidos a Israel e às sanções contra o Iraque.

Esse incidente foi um marco do alcance do terrorismo mundial, e inaugurou uma época de combate: a guerra contra o terror, encabeçada pelos EUA. Aquele atentado foi transmitido mundialmente pela televisão, causando terror não somente entre americanos, mas também na população de outros países.

A Al-Qaeda é uma organização fundamentalista islâmica internacional, constituída por células colaborativas e independentes que visam o propósito de atingir variadas metas políticas ou religiosas. Assim, é considerada um grupo terrorista.

O terrorismo pode ser entendido como o emprego ou a ameaça de emprego da força de uma maneira específica, de modo a disseminar o terror em um público almejado. O termo “terror” se associa a um efeito psicológico.

Um ato que causa o terror pode ser um telefonema para a polícia dizendo que há uma bomba em determinado lugar: a polícia, dentro de medidas previstas. Em todo caso, a mídia costuma estar lá para cobrir a notícia e então ela se espalha.

Diniz (2010) discute as diversas definições de terrorismo, em uma tentativa de primeiro mostrar como o termo carrega múltiplas dimensões conceituais e, em segundo lugar, auxiliar na determinação do conceito que melhor se aplica a uma discussão específica.

“Ao se pensar sobre o terrorismo, portanto, é preciso circunscrever o que faz e o que não faz parte da discussão: é preciso definir terrorismo” (DINIZ,2010, p.2).
Dessa forma, nos limitaremos a algumas definições de terrorismo, para podermos discutir com mais precisão a presença, a história e a atuação de grupos terroristas, como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.

Dentro da perspectiva do terrorismo islâmico, segundo o professor de Relações Internacionais da PUC de São Paulo, Reginaldo Mattar Nasser, o terrorismo pode ser entendido como o método psicológico, inspirador de repetidas ações violentas empregadas por indivíduos, grupos clandestinos ou pelo estado.

Por razões políticas, ao contrário do assassinato, os alvos diretos da violência não são as principais metas. Normalmente as vítimas são escolhidas de forma aleatória. A violência contra as vítimas é usada com o intuito de manipular o alvo principal, transformando-o em um objeto de demandas ou de intimidação.
O terrorismo é, ao mesmo tempo, um instrumento de luta e uma consequência do conflito entre os estados e sua “sociedade”.

É de grande importância ressaltar que existem grupos extremistas, sendo confundidos com grupos terroristas. Um exemplo é o Hamas, que é considerado pelos EUA e por outros países, como sendo um grupo terrorista. Porém, ele pratica alguns atos de terror, mas também realiza ações de cunho social nos territórios árabes ocupados. Além disso, parte dele é um partido político. Por estes fatos, o Hamas diferencia-se de grupos como a Al-Qaeda.

Principais Grupos Terroristas e Extremistas

A Al-Qaeda se desenvolveu no final do século XX, junto com outros movimentos menos extremistas. Este grupo terrorista se fundou na Maktab al-Khadamt (MAK), uma organização formada por Mujahidins que lutavam para instalar um estado islâmico durante a ocupação Soviética no Afeganistão nos anos 1980.

No ano de 1979 a União Soviética entrou no Afeganistão. Durante os anos 80, os EUA armaram grupos na fronteira com o Paquistão. A CIA treina Bin Laden para a guerrilha contra a URSS. Durante a guerra do Afeganistão Bin Laden e os grupos surgidos por meio de financiamento norte-americano começam a vincular a ideia da Jihad (significa defender a terra sagrada que pertence aos mulçumanos).

O papel da MAK era conseguir recursos de tantas fontes quanto possível, incluindo doações do Oriente Médio, para treinar pessoas de todo o mundo para a guerrilha e para transportar os combatentes para o Afeganistão.

Durante a segunda metade dos anos 80, a MAK era um grupamento relativamente pequeno no Afeganistão, sem combatentes afiliados, apenas concentrando suas atividades no levantamento de fundos, logística, habitação, educação, auxílio a refugiados, recrutamento e financiamento de outros mujahidin. Em 1988, Osama Bin Laden, juntamente com alguns ex-integrantes do MAK, funda a Al-Qaeda.
Após a guerra do Afeganistão que durou 9 anos, a União Soviética retirou suas tropas em 1989. Perto do fim da guerra, alguns mujahidins quiseram expandir suas operações para incluir esforços islâmicos em outras partes do mundo.

Algumas organizações sobrepostas e inter-relacionadas foram formadas para suportar estas aspirações. Uma dessas organizações seria a Al-Qaeda. Bin Laden quis estender o conflito para operações não-militares em outras partes do mundo.

Osama Bin Laden retornou para a Arábia Saudita e ofereceu os serviços de seus mujahidins para proteger do exército iraquiano. Os sauditas recusaram a oferta e deixam os Estados Unidos e as tropas aliadas montarem acampamento em seus países. Bin Laden considerou a decisão um insulto. Ele acreditava que a presença de estrangeiros na terra dos sauditas profanaria solo sagrado. Ao criticar publicamente o governo saudita, Bin Laden foi exilado e teve sua cidadania revogada. Bin Laden como líder, se opõe contra os norte-americanos por eles começarem a fazer práticas intervencionalistas (colocando exércitos norte-americanos) dentro do território saudista. E então ocorreu o atentado de 11 de setembro.

Estado Islâmico

Estado Islâmico é um grupo terrorista extremista que, de alguma forma, utilizou o ciberativismo, no intuito de atingir o maior número de pessoas com seus vídeos violentos e polêmicos, inclusive atingir o seu alvo principal. Eles divulgam vídeos nas redes sociais, onde há execução, punição, tortura, entre outros, para que os líderes de outros países vejam e para amedrontar cristãos e políticos, ou atraí-los de alguma forma. E o ciberativismo é exatamente isso, a utilização da internet por movimentos politicamente motivados. Os ciberativistas veem a internet como um meio de ultrapassar a comunicação tradicional, que normalmente não oferece espaço para que a opinião pública se expresse.

A história do Estado Islâmico está relacionada com processo de crise política que surgiu no Iraque, após a guerra iniciada em 2003, dois anos depois do ataque às torres dos EUA, chefiado pela Al-Qaeda. O grupo nasceu como uma derivação da Al-Qaeda, fundamentado nos mesmos princípios. Porém, as ações do Estado Islâmico ficaram cada vez mais radicais e violentas, até mesmo para os padrões da Al-Qaeda, provocando, assim, a separação das duas organizações terroristas.

O terrorismo é uma questão complexa; a própria noção do terror não é consensual entre os grupos que o praticam, levando a cisões. A mídia tradicional veicula de forma cada vez mais restrita os acontecimentos como ataques, sequestros, execuções, especulações sobre os ataques. As novas mídias possibilitam uma atuação mais expressiva dos grupos terroristas com parcelas interessadas em escala mundial, e veiculando aquilo que é considerado importante, do ponto de vista deles.

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Visit_of_the_Ku-Klux_1872.jpg